Alex Matheus da Hora é artista visual. Faz graduação em pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ desde 2021. No mesmo ano, recebe o Prêmio Palmares de Arte da Fundação Cultural Palmares, sediada em Brasília. No período 2022-2023, integra a residência artística Diálogos entre Arte e Ciência na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio; e, atualmente, participa da residência artística da Casa da Escada Colorida, no Rio. Desde 2023, integra o grupo de trabalho da oficina Antiformas de Intervenção na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio — sob a orientação de David Cury — com foco em conceitualidade e experimentalidade. Dentre outras coletivas, participa de ‘Mata-mata’ (2025), ‘Onde Certezas Corrompem’ (2024) e ‘Sismais Sinais’ (2024), todas na EAV-Parque Lage, no Rio; e ‘Sou(l)’ — com curadoria de Melissa Alves e Gabriel Reis — na comunidade do Vidigal, no Rio (2023). Nascido em Camamu (BA), vive e trabalha no Rio de Janeiro.
Tenho buscado recriar um mundo íntimo relacionado a uma perspectiva da infância, através da pintura, com o desenho de memória como primeira geração da imagem e intensa referência na história da pintura ocidental. Assim, o conceito de utopia ronda grande parte da minha produção ― cujos personagens (em sua maioria, sob retratos e cenas naturais fantasiosas) habitam mundos solares, de linhagem romântica, em Locus amoenus. As cenas engajam ao ilusionismo forte impregnação cromática: um mundo luminoso, ao fim eclipsável em verde e amarelo. Além disso, apropriando-me do gênero do retrato, como categoria histórica da Pintura para expressão máxima da condição humana através do rosto, busco, por meio da representação da infância dourada ao verde, o 'rosto' da Inocência como um dos frutos do paraíso perdido. Ademais, representando episódios em pomares com frutas tropicais ― araçás, biribas, cajus, graviolas, jenipapos e cacaus ― Procuro atingir imediata dimensão cultural brasileira através da minha prática.
40 cm x 30 cm
tinta a óleo, tela
2025

30 cm x 60 cm
tinta a óleo, tela
2025

50 cm x 50 cm
tinta a óleo, tela
2025
