Margaret de Castro é artista visual carioca que vive e trabalha no Rio de Janeiro.
A partir de 2013, ingressa na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde realiza cursos e oficinas de arte contemporânea com orientação de David Cury, Daniel Lannes, João Magalhães, Bruno Miguel, entre outros.
Participa de mostras e coletivas no Brasil e no exterior, destacando-se a exposição individual Habitantes da Floresta de Nós Mesmos (Centro Cultural Correios RJ, 2024), El Arte que Nos Une (Museu Metropolitano de Arte Urbana – Córdoba, AR), o prêmio de 1º lugar no XXV Salão Curitibano de Artes Visuais (Curitiba – PR), Gavetas, Cofres e Armários (CCCorreios RJ), Para Todos (Carpintaria – Fortes D’Aloia & Gabriel).
Para a exposição Inquietante Estranheza do Lugar do Outro, Margaret de Castro apresenta trabalhos em grande escala pertencentes à sua nova pesquisa, Pequenos Afetos Ficcionais, série em que revisita a infância sob o viés da memória afetiva – fragmentada, disfuncional e parcialmente inventada. Em Mula sem Cabeça, desloca uma lembrança antiga – marcada pela boneca decapitada – para o campo simbólico do afeto ferido, transformando-a em metáfora das perdas que não soubemos nomear, nem proteger.
158 cm x 120 cm (cada)
tinta acrílica, tela
2025




Em sua pintura figurativa, Margaret de Castro revisita a infância como território de afeto e desamparo, onde memórias disfuncionais ganham forma simbólica.
Na obra Mula sem Cabeça, exibida em díptico vertical, duas figuras femininas espelham-se — evocando repetição, desdobramento e deslocamento subjetivo. A boneca decapitada retorna como metáfora do que foi rompido, mas persiste.
Com paleta contida, uso de chiaroscuro e cenas emocionalmente suspensas, a artista compõe imagens que dialogam com o unheimlich freudiano: o familiar que, de repente, se torna estranho.